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28/10/2023 Dados do IBGE apontam que o total de pessoas centenárias no Censo de 2022 aumentou 67% em relação ao levantamento de 2010. Mãos de idosos em foto ilustrativa
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O número de pessoas com 100 anos ou mais saltou de 22,7 mil, em 2010, para 37,8 mil em 2022. É o que apontam dados do Censo de 2022 divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor representa crescimento de 67% no total de pessoas centenárias em pouco mais de uma década no país.
O número de idosos com 100 anos ou mais saltou de 22,7 mil, em 2010, para 37,8 mil em 2022. É o que apontam dados do Censo de 2022 divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor representa crescimento de 67% do total de centenários em pouco mais de uma década no país.
Segundo o IBGE, o Brasil teve o maior salto de envelhecimento entre os censos. A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos para 35 anos, entre 2010 e 2022. Em 2010, a cada 31 idosos (com 65 anos ou mais), o país tinha 100 jovens de até 14 anos. Agora, são 55 idosos para cada 100 jovens (leia mais abaixo).
O Censo 2022 também revela que 4.396 municípios brasileiros têm ao menos um idoso com 100 anos ou mais entre os residentes.
Cidades com menos de 20 mil habitantes lideram o ranking dos maiores percentuais de centenários em relação ao número total da população. Veja o ranking das 20 cidades com maior percentual:
Cidades com maior percentual de idosos com 100 anos ou mais
Já o ranking de maiores números absolutos de idosos com 100 anos ou mais é liderado por cidades populosas como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Veja o ranking das 20 cidades com maior número absoluto de centenários:
Cidades com maior número de idosos com 100 anos ou mais
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Segundo o IBGE, alguns fatores estão por trás da tendência demográfica de envelhecimento da população. Os principais são:
A taxa de fecundidade dos brasileiros diminuiu ao longo das últimas décadas. Esse índice aponta o número de nascidos a cada 1 mil mulheres em idade fértil. O IBGE não divulgou o valor atual, mas dados de censos anteriores mostram uma queda constante nas últimas décadas – era 6,16 em 1940; 2,39 em 2000; e 1,9 em 2010.
Entre o censo anterior e o mais recente, inclusive, o país passou por dois momentos de redução mais significativa de nascimentos, segundo o IBGE: em 2016, em razão da onda de infecções do zika vírus; e após 2020, com a pandemia de Covid-19. Esses dois períodos, aliados à queda de fecundidade constante, estão por trás do aumento da idade mediana dos brasileiros e do salto dos índices de envelhecimento.
Esse processo se acelerou principalmente entre 2010 e 2022. Os dados do IBGE mostram que o salto de envelhecimento da população brasileira no período foi o maior entre os duas edições do censo desde 1940.
Em 1940, havia 5,6 idosos (65 anos ou mais) para cada 100 jovens (até 14 anos).
Esse índice de envelhecimento aumentou de forma constante, mas tímida, nas décadas seguintes. Ele começou a acelerar a partir da década de 1990, quando o país tinha 13,9 idosos para cada 100 jovens.
Entre 2010 e 2022, ele passou de 30,7 para 55,2 idosos para cada 100 jovens.
Fonte: G1 Read More