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28/10/2023 Dados do Censo 2022 foram divulgados pelo IBGE na sexta. Bebê com fralda deitado sobre toalha
Prefeitura de Maringá/ reprodução
Dados divulgados pelo Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que o Brasil tem 4,7 milhões de bebês com até 1 ano de idade.
A quantidade equivale a duas cidades de Belo Horizonte: são 2,3 milhões de pessoas na capital de Minas Gerais. A soma inclui bebês com menos de um ano e até um ano de idade.
Brasil está cada vez mais feminino e envelhece mais rápido, mostra Censo
Calculadora: quantas pessoas da sua idade há na sua cidade, no seu estado e no Brasil, de acordo com o sexo?
Apenas as cidades de São Paulo (11.451.245) e Rio de Janeiro (6.211.423) superam em habitantes o total de bebês com até 1 ano em todo o país.
A capital paulista lidera o ranking de bebês em número absoluto, com 214 mil crianças até 1 ano. Rio de Janeiro (110 mil), Brasília (60,5 mil), Manaus (58 mil) e Fortaleza (49,9 mil) aparecem na sequência.
Municípios com mais bebês até 1 ano (absoluto)
Relação bebês x população total
Proporcionalmente, o município de Uiramutã, em Roraima, tem o maior percentual de bebês de até 1 ano (991) em relação ao total de habitantes (13.751), com 7,21%.
Municípios com maior percentual de bebês até 1 ano
Bebês nos estados
Entre os estados, Roraima possui o maior número proporcional de bebês até 1 ano (24,9 mil) em relação à população (636 mil), com 3,8%.
O Rio de Janeiro é o que tem a menor proporção de bebês com até 1 ano (311 mil) comparado ao total de habitantes (16 milhões), com 1,94%.
Veja os outros destaques do Censo:
A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos em 2010 para 35 anos em 2022. Isso significa que metade da população tem até 35 anos, e a outra metade é mais velha que isso.
Em 2022, o Brasil também teve o maior salto de envelhecimento entre censos desde 1940. Em 2010, a cada 30,7 idosos, o país tinha 100 jovens de até 14 anos. Agora, são 55 idosos para cada 100 jovens.
Na prática, isso quer dizer que a tendência do país é ter cada vez menos jovens e cada vez mais idosos. A evolução da pirâmide etária deixa isso claro.
O censo ainda aponta que a população feminina está aumentando de forma constante no país nas últimas décadas. Hoje, 51,5% dos brasileiros são mulheres. São cerca de 6 milhões de mulheres a mais do que homens.
Em 2010, o país tinha 96 homens para cada 100 mulheres. Agora, em 2022, são 94,2 homens para cada 100 mulheres.
Segundo o IBGE, alguns fatores estão por trás destas tendências demográficas. Os principais são:
A diminuição das taxas de fecundidade dos brasileiros nas últimas décadas. O IBGE ainda não divulgou a taxa atual, mas dados de censos anteriores mostram que elas têm caído de forma constante nos últimos anos – passou de 6,16 em 1940 para 2,39 em 2000 e 1,9 em 2010.
Entre 2010 e 2022, inclusive, o país passou por dois períodos com redução de nascimentos, segundo o instituto: a onda de infecções do zika vírus em 2016 e o período da pandemia do coronavírus. Estes períodos em conjunto com a queda de fecundidade constante no país estão por trás do aumento da idade mediana dos brasileiros e do salto dos índices de envelhecimento.
Já a maior quantidade de mulheres é explicada historicamente por conta das maiores taxas de mortalidade entre os homens em todas as faixas etárias, segundo o IBGE. Como as mulheres morrem menos, a tendência é que a população continue ficando, de fato, cada vez mais feminina.
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Reprodução/JN
Fonte: G1 Read More