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07/11/2023 Na véspera, moeda norte-americana caiu ao menor patamar em mais de um mês, cotada em R$ 4,8873. Já a bolsa brasileira encerrou o dia em alta de 0,23%, aos 118.431 pontos.
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O dólar abriu a sessão desta terça-feira (7) em leve alta, enquanto investidores repercutem a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta manhã.
Veja abaixo o dia nos mercados.
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Dólar
Às 9h10, o dólar operava em leve alta de 0,10%, cotado a R$ 4,8922. Veja mais cotações.
Na véspera, a moeda norte-americana encerrou a sessão com um recuo de 0,16%, cotado a R$ 4,8873, no menor patamar em mais de um mês. Com o resultado, passou a acumular perdas de:
0,16% na semana;
3,04% no mês;
7,40% no ano.
Ibovespa
O Ibovespa só começa o pregão às 10h.
No dia anterior, o índice teve alta de 0,23%, aos 118.431 pontos. Com o resultado, passou a acumular altas de:
4,29% na semana;
4,43% no mês;
7,68% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
O destaque desta terça-feira é a ata da última reunião do Copom, em que o mercado esperava sinalizações do Banco Central sobre o rumo da Selic.
O BC diz que aumentou a incerteza sobre as contas públicas diante da discussão recente sobre a mudança da meta fixada para o ano de 2024, de déficit zero. E acrescentou que o debate já vem pressionando as taxas de juros futuras, que servem de base para os empréstimos bancários.
“O Comitê vinha avaliando que a incerteza fiscal se detinha sobre a execução das metas que haviam sido apresentadas, mas nota que, no período mais recente, cresceu a incerteza em torno da própria meta estabelecida para o resultado fiscal, o que levou a um aumento do prêmio de risco”, avaliou o Copom.
A instituição reafirmou também a importância da “firme persecução” das metas das metas fiscais já estabelecidas para a “ancoragem das expectativas de inflação e, consequentemente, para a condução da política monetária [definição dos juros para conter a inflação]”. A explicação é que, se o governo gastar mais, isso pode pressionar a inflação.
A instituição também acrescentou que o “esmorecimento” (desânimo, abandono) no esforço de reformas estruturais e, também, da disciplina fiscal, ou seja, relativa às contas públicas, em conjunto com outros fatores, têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia.
Na última reunião, o Copom fez um novo corte da taxa básica brasileira (Selic) de 0,50 ponto percentual (p.p.), para 12,25% ao ano. Foi o terceiro corte consecutivo promovido pela autoridade monetária.
Quanto mais baixos os juros estiverem no país, maior tende a ser o apetite por risco no mercado. Assim, investidores tendem a vender seus títulos de renda fixa e comprar ações, por exemplo, impulsionando a bolsa brasileira para cima.
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Os agentes seguem monitorando uma possível mudança na meta fiscal de 2024. Na última sexta-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender que o governo faça investimentos e disse que “dinheiro bom é dinheiro transformado em obra”.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende a meta de zerar o déficit das contas públicas em 2024. Já a ala política do governo defende uma meta com déficit de até 0,5%, para evitar corte de gastos em ano de eleições municipais. O próprio presidente já afirmou que a meta de déficit zero “dificilmente” será alcançada no ano que vem.
Fonte: G1 Read More