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Receita Federal apreende mais de R$ 1 bilhão em produtos eletrônicos e ‘vapes’ em 2024
27/02/2025
Mega-Sena, concurso 2.834: resultado
27/02/2025
A moeda norte-americana avançou 0,45%, cotada a R$ 5,8285. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 0,02%, aos 124.799 pontos.
Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo
O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (27), a R$ 5,82, atingindo o maior patamar em quase um mês, conforme investidores seguiam de olho nos desdobramentos da política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Indicadores econômicos locais e internacionais também ficaram no radar.
O presidente norte-americano afirmou nesta quinta-feira que pretende impor tarifas de 25% sobre todos os produtos importados da União Europeia que chegam ao país. Trump também indicou que as taxas impostas ao México e ao Canadá devem entrar em vigor em 4 de março e que a China deve receber uma tarifa adicional de 10% nesse dia.
As falas voltam a trazer as atenções do mercado para eventuais impactos na dinâmica do comércio global e para a possibilidade de uma nova pressão inflacionária nos EUA e no mundo.
No Brasil, as atenções ficaram voltadas para os novos números do mercado de trabalho, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta manhã. A taxa de desemprego ficou em 6,5% no trimestre encerrado em janeiro, uma aceleração em comparação ao trimestre anterior (6,2%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
Ainda entre os indicadores, o resultado das contas externas do Brasil também ficam na mira. Segundo o Banco Central do Brasil (BC), o país registrou um déficit de US$ 8,7 bilhões em janeiro, quase o dobro do déficit de US$ 4,4 bilhões do mesmo período do ano passado.
Já no exterior, o mercado repercute a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2024 dos Estados Unidos, que cresceu 2,3%. O resultado veio em linha com o esperado, mas ainda representa uma desaceleração em relação ao terceiro trimestre (3,1%).
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em leve alta.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Em meio a decretos de Trump elevando tarifas, veja principais itens do comércio entre Brasil e EUA e as tarifas cobradas
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Dólar
Ao final da sessão, o dólar avançou 0,45%, cotado a R$ 5,8285. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,8366. Veja mais cotações.
Com o resultado, acumulou:
alta de 1,71% na semana;
recuo de 0,15% no mês; e
perdas de 5,68% no ano.
No dia anterior, a moeda americana teve alta de 0,83%%, cotada a R$ 5,8025.
a
Ibovespa
Já o Ibovespa encerrou em alta de 0,02%, aos 124.799 pontos.
Com o resultado, o Ibovespa acumulou:
queda de 1,83% na semana;
perdas de 1,06% no mês;
alta de 3,75% no ano.
Na véspera, o índice teve baixa de 0,96%, aos 124.769 pontos.
O que está mexendo com os mercados?
A política tarifária do presidente dos Estados Unidos continua a impactar os negócios pelo mundo. Nesta quinta-feira, o destaque ficou com a nova afirmação do republicano de que pretende impor uma tarifa de 25% sobre os produtos importados pelo país da União Europeia (UE).
“Nós tomamos uma decisão, vamos anunciá-la muito em breve. Será de 25%, de maneira geral. Em carros e algumas outras coisas”, afirmou Trump.
O republicano ainda afirmou que a relação do país com a UE é diferente daquele com Canadá e México, pois os europeus estariam “tirando vantagem” dos americanos nas trocas comerciais.
“Não aceitam nossos carros, nem nossos produtos agrícolas, usando as mais variadas justificativas. E nós aceitamos todos os produtos deles. Isso nos deixa com um déficit de US$ 300 bilhões com a União Europeia”, disse Trump.
No início deste mês, a UE já havia se pronunciado contrária às novas tarifas sobre importações, sinalizando que “responderá com firmeza” caso as taxações do republicano sejam aplicadas ao bloco europeu.
O republicano também afirmou que as tarifas impostas sobre México e Canadá entrarão em vigor em 4 de março, conforme o programado, porque ainda há entrada de drogas nos EUA provenientes desses países.
Trump acrescentou, ainda, que cobrará uma taxa adicional de 10% sobre a China nesse dia, de acordo com uma publicação em sua plataforma na Truth Social.
As ameaças tarifárias reforçam a preocupação com uma possível guerra comercial e reacendem o aletra sobre uma possível elevação das expectativas de inflação na maior economia do mundo. Se os insumos e produtos que chegam ao país ficam mais caros, isso pode afetar diversas cadeias produtivas e o consumidor final.
Uma inflação maior pode levar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a voltar a elevar suas taxas de juros, hoje entre 4,25% e 4,50% ao ano, nos próximos meses, o que tende a valorizar o dólar.
Cenário doméstico
Já no ambiente doméstico, o destaque ficou com os números da Pnad Contínua, que mostraram um aumento de 0,3 ponto percentual no desemprego no trimestre encerrado em janeiro, com a taxa chegando a 6,5%. No mesmo período do ano passado, a desocupação atingia 7,6% da população em idade de trabalhar.
Segundo o IBGE, 7,2 milhões de pessoas estão sem emprego no país, um crescimento de 5,3% na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2024, porém, houve queda de 13,1% (cerca de 1,1 milhão de pessoas) no número de desempregados.
Apesar da alta no desemprego, o resultado ainda veio levemente abaixo do esperado pelo mercado financeiro, que previa uma taxa de desocupação de 6,6% para o trimestre encerrado em janeiro.
Na quarta-feira (26), o Ministério do Trabalho também já havia divulgado novos números de emprego. Segundo a pasta, o Brasil gerou 137,3 mil empregos formais em janeiro deste ano. O resultado representa uma queda de 20,7% em relação a janeiro do ano passado (173,2 mil vagas), mas ainda foi três vezes maior do que o esperado pelo mercado.
Um mercado de trabalho mais forte que as expectativas aumenta a cautela dos investidores com a inflação. Isso porque mais emprego gera mais renda para a população, que continua consumindo e demandando bens e serviços, tornando a desaceleração da inflação mais difícil.
Ainda no cenário interno, o BC divulgou o resultado das contas externas (transações correntes) do país em janeiro, que tiveram um déficit de US$ 8,7 bilhões, contra US$ 4,4 bilhões no mesmo mês do ano passado. Esse é o pior resultado para o mês de janeiro desde 2020.
O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior).
Segundo o BC, a piora do déficit externo brasileiro no mês é consequência, sobretudo, de uma redução do superávit da balança comercial, que veio R$ 4,3 bilhões menor no período. Ou seja, a vantagem do país exportando mais que importando diminuiu.
Na agenda de indicadores externa, as atenções ficaram voltadas para a divulgação do PIB dos EUA, que cresceu 2,3% no último trimestre de 2024, confirmando as projeções. O resultado, apesar de mostrar uma desaceleração no ritmo de crescimento econômico (já que a alta do PIB no terceiro trimestre foi de 3,1%), representa uma resiliência da economia americana.
Fonte: G1 Read More