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A moeda norte-americana recuou 0,75%, cotada a R$ 5,7087. O principal índice da bolsa de valores opera em alta na reta final do pregão. Notas de dólar.
Dado Ruvic/ Reuters
O dólar fechou em queda nesta terça-feira (25), a R$ 5,70. O mercado repercutiu a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC), divulgada nesta manhã, e novos dados sobre a confiança do consumidor nos Estados Unidos.
Por aqui, a ata do Copom destacou que o comitê enxerga dinamismo na atividade econômica e no mercado de trabalho. Ponderou, no entanto, que há dados sugerindo uma “incipiente” moderação do ritmo de crescimento da economia.
O BC considera que essa desaceleração é um “elemento necessário” para redução das pressões inflacionárias, que devem levar a inflação brasileira a encerrar mais um ano acima da meta. No entanto, por conta dos sinais de início da desaceleração, o Copom justifica que só pode antecipar mais um aumento nos juros.
Em sua última reunião, o comitê elevou a Selic, taxa básica de juros, em 1 ponto percentual, a 14,25% ao ano, e sinalizou uma nova alta de menor magnitude. O mercado financeiro espera ver os juros em 15% ao ano.
No exterior, destaque para o índice de confiança do consumidor nos EUA, medido pelo Conference Board, que caiu pelo quarto mês consecutivo em março e mostrou famílias mais pessimistas em relação ao futuro.
O índice recuou 7,2 pontos, para 92,9 neste mês. Economistas consultados pela Reuters previam queda menor, para 94,0. O resultado veio em um momento em que persistem as preocupações de que uma guerra comercial global poderia aumentar a inflação e desacelerar a economia.
O mercado também seguiu atento aos desdobramentos do “tarifaço” do presidente dos EUA, Donald Trump. Apesar das taxas recíprocas previstas para a próxima semana, Trump sinalizou na última segunda-feira que deve ser flexível com alguns setores específicos e dar descontos a “muitos países”.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar
O dólar caiu 0,75%, cotado a R$ 5,7087. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,6770. Veja mais cotações.
Com o resultado, acumulou:
queda de 0,15% na semana;
recuo de 3,51% no mês; e
perda de 7,62% no ano.
No dia anterior, a moeda americana teve alta de 0,61%, cotada a R$ 5,7517.
a
📈Ibovespa
O Ibovespa subia 0,60%, aos 132.107 pontos.
Entre os destaques do pregão, as ações do Grupo Casas Bahia disparavam mais de 20% na sessão, enquanto os papéis de Vamos subiam mais de 15% — nesse último caso, o movimento vem após o grupo de locação de veículos ter reportado um lucro de R$ 213 milhões no último trimestre de 2024, acima das previsões do mercado.
Na véspera, o índice teve baixa de 0,77%, aos 131.321 pontos.
Com o resultado, o Ibovespa acumulou:
avanço de 6,94% no mês; e
ganho de 9,18% no ano.
O que está mexendo com os mercados?
Em sua ata, o Copom reafirmou a sinalização de que a taxa Selic será novamente elevada em seu próximo encontro, no começo de maio, mas em menor intensidade, porque a economia começa a dar sinais de desaceleração. Nas últimas reuniões, o juro subiu um ponto percentual.
“Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, da elevada incerteza e das defasagens inerentes ao ciclo de aperto monetário em curso, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de menor magnitude na próxima reunião”, informou o BC.
Para além da próxima reunião, a magnitude total do ciclo de alta dos juros, segundo o BC, será ditada pelo “firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”.
No cenário externo, as tarifas de Trump voltaram a ocupar um espaço central nas atenções dos mercados financeiros globais no início desta semana.
Na véspera, Trump indicou que cobrará uma tarifa de 25% dos países que comprarem petróleo e gás da Venezuela, mas também indicou que pode ser mais flexível com alguns setores específicos na imposição das tarifas recíprocas, que devem entrar em vigor em 2 de abril.
Trump prometeu impor uma enxurrada de tarifas recíprocas em fevereiro, mas ainda sem dar muitos detalhes. O que se sabe é que as taxas devem ser calculadas para refletir o impacto das tarifas estrangeiras, bem como impostos estrangeiros de valor agregado sobre importações.
Várias reuniões diplomáticas entre os países são esperadas nas próximas semanas para entender como as tarifas vão funcionar. Nos encontros, também deverão ser negociadas isenções ou medidas mais flexíveis.
Os temores são de que, com as tarifas, uma guerra comercial possa se acentuar. E taxas elevadas entre os países tendem a encarecer os preços dos produtos, elevando a inflação e impactando a atividade econômica tanto dos EUA quanto do resto do mundo.
Isso porque tarifas altas sobre a importação de produtos nos EUA podem elevar os preços de bens e serviços dentro do país, pressionando a inflação e diminuindo o consumo. Com essas perspectivas, o mercado segue mais pessimista em relação à maior economia do mundo e aos possíveis impactos globais.
Além disso, o aumento das tarifas pode reduzir o nível de exportações dos países que vendem seus produtos aos EUA, como o Brasil, o que pode impactar a força da atividade econômica do país.
Diante desse cenário, investidores também avaliam dados recentes dos EUA. Na véspera, a pesquisa de índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês), da S&P Global, mostrou que a atividade empresarial norte-americana acelerou sua expansão em março devido a um fortalecimento do setor de serviços.
*Com informações da agência de notícias Reuters
Fonte: G1 Read More