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Possível liberação de crédito poderá ter prazo de quatro anos. Segundo a organização internacional, o objetivo é apoiar o programa de reformas econômicas do presidente Javier Milei. O presidente da Argentina, Javier Milei.
Agustin Marcarian/Reuters
O Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou nesta sexta-feira (28) que negocia com a Argentina um possível empréstimo de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 115 bilhões) por quatro anos para apoiar o programa de reformas econômicas do presidente Javier Milei.
“O novo programa está muito avançado e o compromisso continua em todos os níveis para finalizar um acordo que ajudará a Argentina a consolidar seu já bem-sucedido programa econômico”, disse o FMI em um comunicado.
A confirmação do organismo ocorre depois de Milei e seu ministro da Economia, Luis Caputo, terem anunciado na quinta-feira (27) a quantia do novo acordo. O número não havia sido confirmado pelo Fundo, que esclareceu que os desembolsos serão entregues “em partes”.
O programa ainda deve ser aprovado pelo diretório do organismo financeiro, com o qual o país já assinou em 2018 um acordo em US$ 44 bilhões (R$ 160 bilhões em valores de 2018) que representou seu maior endividamento.
Caputo disse que a Argentina também está negociando empréstimos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Mundial para reforçar as reservas do Banco Central (BCRA).
Milei declarou na quinta-feira que, desse modo, as reservas ficariam em “pelo menos” US$ 50 bilhões (R$ 288 bilhões), contra os US$ 26,2 bilhões (R$ 151 bilhões) que tem atualmente.
O programa do FMI, cujos detalhes não são publicados, “de nenhuma maneira” inclui uma desvalorização, descartou Milei em uma entrevista com a Radio El Observador.
“Aqui faltam pesos, faltam dólares”, acrescentou, apesar dos diversos pedidos de ajuda externa.
O governo busca apaziguar a incerteza sobre eventuais exigências do FMI para eliminar os controles cambiários ou a possível adoção de uma flutuação administrada do peso.
Na última semana, as intervenções no mercado de câmbio representaram uma sangria de mais de US$ 1,2 bilhão de dólares (R$ 6,9 bilhões).
Fonte: G1 Read More