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O índice Dow Jones recuou 3,98%, enquanto o S&P 500 registrou queda de 4,84%. A maior desvalorização ficou com o índice Nasdaq, que despencou 5,97%. Trump faz comentários sobre tarifas na Casa Branca
Carlos Barria/Reuters
Apesar do derretimento das bolsas nos Estados Unidos após o conjunto de tarifas detalhado por Donald Trump na véspera, o presidente norte-americano mostrou otimismo nesta quinta-feira (3) e afirmou que tudo está “indo muito bem”.
“Acho que está indo muito bem. Foi uma operação, como quando um paciente é operado. E é algo grande. Eu disse que seria exatamente assim”, afirmou.
As bolsas norte-americanas registraram nesta quinta as maiores quedas em um único dia desde 2020 — ano em que o planeta enfrentava a pandemia de Covid-19.
Veja como foi o fechamento nos principais índices dos EUA:
o Dow Jones recuou 3,98%, aos 40.545,93 pontos;
o S&P 500 registrou queda de 4,84%, aos 5.396,52 pontos;
o Nasdaq despencou 5,97%, aos 16.550,60 pontos.
A declaração otimista de Trump veio após ele ser questionado sobre o resultado dos mercados, em um dia em que as principais bolsas na Europa e na Ásia também despencaram.
Mesmo diante dos números, o republicano afirmou que o cenário será positivo para os EUA e sugeriu que, em meio às tarifas anunciadas, os países deverão procurar pelos norte-americanos por novos acordos comerciais.
“Os mercados vão crescer, as ações vão crescer, o país vai crescer e o resto do mundo quer ver se há alguma forma de fazer um acordo”, acrescentou Trump, enquanto deixava a Casa Branca para ir a um de seus clubes de golfe, na Flórida.
Dia turbulento nos mercados globais
O dólar e os mercados financeiros globais viveram um dia de quedas fortes e generalizadas nesta quinta-feira.
No Brasil, o dólar caiu 1,23%, cotado a R$ 5,62 — menor patamar desde 14 de outubro, quando fechou a R$ 5,58. Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, registrou leve queda, de 0,04%, aos 131.141 pontos. O resultado veio na contramão do resto do mundo.
Os investidores reagiram mal ao anúncio das tarifas recíprocas que os EUA vão cobrar sobre vários países. As taxas de 10% para o Brasil, porém, vieram menores do que as de muitos outros parceiros comerciais dos EUA, o que ajudou a segurar os temores por aqui.
O mercado estrangeiro recebeu o anúncio do governo Trump de forma negativa porque tarifas maiores sobre a grande maioria dos produtos que chegam aos EUA devem encarecer produtos finais e uma série de insumos para a produção de bens e serviços no país.
A avaliação é de que esse encarecimento deve pressionar a inflação e diminuir o consumo, o que pode provocar uma desaceleração ou até recessão da atividade econômica da maior economia do mundo — o que ajudou a desvalorizar o dólar nesta quinta.
💵 O índice DXY, indicador que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta com as principais moedas do mundo, recuou 1,67%, aos 102,073 pontos, no menor nível desde outubro do ano passado.
Em atualização.
Fonte: G1 Read More