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08/10/2026O economista Adolfo Sachsida, que integra a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, afirmou nesta quinta-feira (9) que o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras não seriam privatizadas no caso de vitória nas urnas.
Flávio Bolsonaro, cuja equipe econômica, de perfil liberal, tem defendido privatização de empresas estatais, concorre com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa para presidente do país no segundo turno – marcado para 25 de outubro.
“Se você está ouvindo esse vídeo e é do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobras, saiba de uma coisa: não existirão privatizações de empresas. Nenhuma dessas empresas será tocada. Nós respeitamos demais a história de vocês. Nosso governo vai fortalecer a gestão das estatais, e elas vão voltar a dar lucro e respeitar o povo brasileiro”, afirmou Sachsida, em uma rede social.
A posição difere da orientação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2020, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, fez duras críticas à gestão no Banco do Brasil. “Tem que vender essa porra logo [Banco do Brasil]”, disse ele, na ocasião. Em 2021, ele defendeu, também, a privatização da Petrobras.
Sachsida, que fazia parte da equipe de Guedes no Ministério da Economia durante o governo Jair Bolsonaro, não citou, na declaração que fez nas redes sociais, os Correios, que vêm registrando rombos sucessivos e recebendo aportes de capital do governo. A estatal integrava o programa de desestatização do governo Bolsonaro, mas não foi vendida.
Supersalários, ministérios e programas sociais
O integrante da equipe de campanha, Adolfo Sachsida, também afirmou que o governo Flávio Bolsonaro, se eleito, vai respeitar os servidores públicos, mas que irá reduzir o número de 39 ministérios existente no momento, e buscar vetar os chamados supersalários.
“Funcionário publico terá todo nosso repeito, pode ficar tranquilo também. Mas estão saindo matérias de ajuste fiscal. O ajuste fiscal nosso será focado nos excessos do governo, naqueles absurdos. Com todo respeito, não faz sentido um funcionário publico ganhar R$ 200 mil por mês. Isso não é salario de funcionário público, e salário de quem está no setor privado. Nós respeitamos o funcionáro público mas R$ 200 mil por mês esta errado”, declarou Sachsida.
Em 2023, o então ministro da Fazenda de Lula, Fernando Haddad, defendeu que Congresso Nacional regulamentasse a lei que trata dos “supersalários” no serviço público.
Sachsida declarou, ainda, que, se eleito, o governo de Flávio Bolsonaro também vai “preservar todos os programas sociais”. “Vamos fortalecer os programas sociais. Se você recebe o Bolsa Família, o BPC, vamos respeitar e muito você e sua família, e vamos fortalecer esses programas todos”, concluiu.
Fonte: G1 Read More



