
Projeto que limita penhora de recursos de empresas para pagamentos de débitos trabalhistas segue para o Senado
03/11/2026
Fábrica da Toyota no Texas, Estados Unidos.
Divulgação / Toyota
Uma associação que representa General Motors, Volkswagen, Toyota e outras grandes montadoras pediu ao Congresso dos Estados Unidos que aprove ainda neste ano uma proibição permanente de veículos chineses. As informações são da Reuters.
O apelo foi feito na segunda-feira (2), segundo a agência, antes da retomada dos trabalhos legislativos prevista para a próxima semana, após as eleições de meio de mandato nos EUA.
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A Alliance for Automotive Innovation, que reúne quase todas as principais fabricantes, quer que os parlamentares aproveitem o curto período de votações para concluir a análise da proposta.
A entidade argumenta que a entrada desses carros ameaça tanto a segurança nacional quanto os investimentos feitos pelas montadoras no país.
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Montadoras que fazem parte da Alliance for Automotive Innovation nos Estados Unidos:
Aston Martin;
BMW;
Bugatti;
Ferrari;
Ford;
GM;
Honda;
Hyundai;
Isuzu;
Jaguar / Land Rover;
Kia;
Mazda;
Mclaren;
Mercedes-Benz;
Mitsubishi;
Nissan;
Porsche;
Stellantis;
Subaru;
Toyota;
Grupo Volkswagen (Audi, Lamborghini, Bentley);
Volvo.
“Precisamos proteger o mercado dos Estados Unidos de uma enxurrada de importações chinesas que trazem risco de vigilância e colocam em desvantagem os fabricantes atuais que fizeram investimentos de longo alcance nas comunidades americanas”, afirmou John Bozzella, presidente da associação.
Os Estados Unidos já têm restrições que, na prática, impedem montadoras chinesas de vender ou fabricar carros de passeio no país.
A regulamentação foi adotada no início de 2025, durante o governo de Joe Biden, diante do risco de envio de dados sensíveis dos motoristas à China.
Além dessa barreira, o país mantém tarifas superiores a 100% sobre os veículos elétricos chineses. Agora, as fabricantes pressionam pela aprovação de uma lei que estabeleça o banimento permanente.
A posição do presidente Donald Trump, porém, provocou preocupação no setor.
Em setembro, Trump disse à Fox News que aceitaria que empresas chinesas produzissem carros em território americano.
Fábrica de modelos eletrificados da Leapmotor em Zhejiang, China.
Divulgação
Projeto avança
O projeto de proibição avançou em julho, quando foi aprovado por uma comissão do Senado. Na Câmara dos Representantes, a versão da proposta já conta com mais de 100 parlamentares como coautores.
Apesar do amplo apoio, os senadores responsáveis pela iniciativa, que reúne integrantes dos dois partidos, concordaram em setembro em adiar para novembro a tentativa de acelerar a tramitação.
Montadoras e assessores legislativos ainda esperam concluir a aprovação neste ano. Mas alguns assessores do Congresso e representantes do setor avaliam que, se os democratas conquistarem o controle do Legislativo, poderá faltar tempo para votar o banimento antes do encerramento da sessão, em dezembro.
Para defender a urgência da medida, Bozzella citou o avanço dos veículos produzidos na China sobre o mercado europeu. Segundo ele, a União Europeia importou mais de 1,1 milhão de veículos do país asiático nos oito primeiros meses de 2026, volume superior ao registrado em todo o ano de 2025.
“Dado o evidente risco à segurança nacional e o padrão de comportamento desleal da China, o Congresso deve proteger nossa base de defesa e de manufatura avançada e impedir que as montadoras chinesas façam aqui o que conseguiram fazer impunemente na Europa”, declarou.
O Ministério das Relações Exteriores da China já havia pedido aos Estados Unidos que passassem “a respeitar as leis da economia de mercado e os princípios da concorrência justa”.
O governo chinês também classificou propostas anteriores contra empresas do país como “repressão injustificada”.
Fonte: G1 Read More




