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Linha de produção do Fiat Cronos no complexo de Ferreyra, na Argentina
Divulgação / Stellantis
O imposto de exportação de veículos na Argentina foi zerado a partir de julho de 2026. Essa medida vale até julho de 2027. A alíquota até então era de 4,5% e era cobrada de carros que saíam da Argentina para outros mercados, como o Brasil.
Atualmente, Ford, Volkswagen, Toyota e Stellantis produzem carros na Argentina e os exportam para os consumidores brasileiros.
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No segmento de picapes, a Ford produz a Ranger e a Volkswagen fabrica a Amarok. A Renault já confirmou a produção da Niagara na Argentina; a novidade chega ao Brasil em setembro deste ano e não teve preço revelado.
A Toyota produz também picape, a Hilux, e o utilitário esportivo “irmão” SW4. Além da van comercial Hiace. Já a Stellantis fabrica dois modelos da Fiat, Titano e Cronos, e dois carros da Peugeot, 208 e 2008. A RAM Dakota também é feita na Argentina.
Segundo Cássio Pagliarin, especialista da Bright Consulting, existe a possibilidade de redução de preço no mercado brasileiro.
“Pode haver reflexo, principalmente nas picapes. A diminuição desse imposto afeta o custo de produção e pode fazê-las mais atrativas”, explica o consultor.
Pagliarin também explica que ainda é difícil saber o quanto desse desconto será repassado ao cliente. Segundo o consultor, também existe a possibilidade de algumas marcas somarem esse desconto à sua margem, mas ainda é impossível prever esse fato.
O g1 entrou em contato com todas as montadoras para verificar se o preço para o consumidor brasileiro será reduzido. Nenhuma havia respondido até a publicação da reportagem. A matéria será atualizada assim que possível.
Agora no g1
Setor argentino comemora
A Associação de Fabricantes de Automóveis da Argentina (ADEFA) afirmou que a redução gradual dos impostos sobre exportações anunciada pelo presidente Javier Milei é um passo importante para aumentar a competitividade da indústria automotiva.
Segundo a entidade, a definição de um cronograma até meados de 2027 dá previsibilidade para que as montadoras planejem a produção, as exportações e os investimentos.
“A redução da carga tributária sobre as exportações representa um estímulo direto para recuperar a competitividade nos mercados regionais e globais, em um cenário mundial extremamente desafiador”, acrescentou Rodrigo Pérez Graziano, presidente de ADEFA.
A entidade também defendeu que províncias e municípios eliminem impostos e taxas locais que, segundo ela, reduzem a competitividade das exportações e podem representar um impacto de até 10% sobre o valor dos veículos exportados.
Fonte: G1 Read More




