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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abre esta quarta-feira (26) com os investidores atentos à divulgação de indicadores econômicos no Brasil e de dados importantes nos Estados Unidos. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia as negociações às 10h.
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▶️ Os investidores acompanham, às 9h, a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, pelo IBGE.
▶️O Tesouro Nacional divulga às 14h30 o relatório da dívida pública de julho. No mesmo horário, também será publicado um informe sobre o Plano Anual de Financiamento (PAF) 2026, documento que detalha a estratégia do governo para captar recursos e administrar a dívida ao longo do ano.
▶️Também nesta quarta, a Receita Federal comenta o resultado da arrecadação de julho. O governo arrecadou R$ 289,3 bilhões em impostos, alta real de 9% em relação a julho de 2025. Foi o maior valor já registrado para um mês de julho desde o início da série histórica, em 1995.
▶️ Nos EUA, os investidores acompanham a divulgação da segunda prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre e dos dados de julho do índice de preços de gastos com consumo (PCE), indicador de inflação acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,09%;
Acumulado do mês: +1,39%;
Acumulado do ano: -6,35%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +2,07%;
Acumulado do mês: -1,92%;
Acumulado do ano: +8,35%.
EUA anuncia novas sanções contra o Irã
Os EUA ampliaram nesta segunda-feira (24) a pressão econômica sobre o Irã, com novas sanções contra pessoas, empresas e embarcações ligadas ao governo iraniano.
Washington também ameaçou punir países que mantenham transações econômicas com Teerã e iniciou uma campanha para que outros governos rompam relações com o país.
O Departamento do Tesouro norte-americano informou ter sancionado cerca de 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas ao governo iraniano e que atuam nos setores de energia nuclear, produção de mísseis, cibernética e petróleo.
🔎 As medidas fazem parte da “guerra econômica” anunciada pelo presidente Donald Trump na semana passada para pressionar a economia iraniana. Trump havia definido esta segunda-feira como o “Dia D da guerra econômica”.
Ao anunciar as sanções, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que o governo dos EUA também pretende pressionar outros países a interromper suas relações econômicas com o Irã.
“O presidente Donald Trump está ligando para líderes mundiais com pedidos específicos para que cessem suas interações com o Irã”, disse Bessent.
Segundo o secretário, Washington estabeleceu um cronograma para que cada país interrompa gradualmente suas “atividades” com o governo iraniano. “Se eles não interromperem essas atividades, nos faremos isso de forma unilateral através de autoridades do Tesouro”, ameaçou Bessent.
Bessent também afirmou que uma “grande instituição financeira” será alvo de sanções ainda nesta semana por manter vínculos financeiros com o Irã, mas não informou qual instituição será atingida.
A China, por sua vez, afirmou nesta terça-feira (25) que pretende manter as relações comerciais com o Irã e defender seus interesses, apesar das novas medidas anunciadas pelos EUA e da ameaça de punições a países que não aderirem à pressão econômica contra Teerã.
Questionado em entrevista coletiva sobre as sanções anunciadas pelo governo americano, Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, afirmou:
“A cooperação entre China e Irã sempre aconteceu dentro do marco do direito internacional e não deve ser alvo de interferências ou perturbações. A China já afirmou em diversas graças que se opõe de modo veemente às avaliações unilaterais prejudiciais (…) A China tomará todas as medidas de segurança para salvaguardar com firmeza seus direitos e interesses”.
A China está entre os principais compradores de petróleo iraniano e foi afetada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. Pequim defende um cessar-fogo no conflito e afirma que as medidas adotadas pelos EUA não vão solucionar a guerra.
Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027
O governo federal prevê que o salário mínimo suba para R$ 1.717 em janeiro de 2027, com o novo valor começando a ser pago em fevereiro.
A estimativa consta do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, que será enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.
🔎 A LDO estabelece as metas e prioridades do governo para o ano seguinte. O texto precisa ser aprovado pelo Congresso e serve de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que define o Orçamento do ano.
Atualmente, o salário-mínimo é de R$ 1.621, após um reajuste de 6,79% neste ano. Se a projeção do governo para 2027 se confirmar, o piso terá um aumento de 5,92%, ou R$ 96.
O valor, porém, ainda pode mudar. O salário mínimo definitivo será definido em dezembro deste ano, após a divulgação do INPC de novembro, índice usado no cálculo do reajuste.
Governo estima salário mínimo de R$ 1.717 em 2027
Bolsas globais
Os mercados em Wall Street fecharam em alta nesta terça-feira, com destaque para as empresas de tecnologia.
O Dow Jones subiu 0,34%, o S&P 500 avançou 0,30% e o Nasdaq teve ganhos de 0,64%.
Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, apoiadas por dados econômicos positivos e pela valorização das empresas do setor de defesa. O índice STOXX 600, que reúne ações de companhias de diversos países europeus, subiu 0,38%, aos 656,72 pontos.
Em Frankfurt, o DAX avançou 0,61%, aos 26.266,14 pontos, enquanto, em Londres, o FTSE 100 ganhou 0,29%, aos 10.886,16 pontos. Na contramão, o CAC 40, de Paris, recuou 0,16%, aos 8.439,20 pontos.
Já na Ásia, o desempenho foi misto. Em Xangai, o SSEC subiu 0,19%, aos 3.889 pontos, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,24%, aos 4.552 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,02%, aos 25.511 pontos, enquanto, em Tóquio, o Nikkei avançou 0,50%, para 65.856 pontos.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
Fonte: G1 Read More



