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07/10/2026
Linha de montagem da fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP)
divulgação/Volkswagen
A produção de veículos no Brasil caiu 1,1% em setembro, na comparação com agosto, enquanto as vendas de veículos novos subiram 2,3%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Na comparação com setembro do ano passado, porém, a produção cresceu 10,2%, para 268,3 mil veículos.
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O número inclui carros, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus. No acumulado de janeiro a setembro, a produção aumentou 8,7%, para 2,17 milhões de veículos.
As vendas de veículos novos, medidas pelo número de veículos licenciados, também cresceram na comparação anual. Em setembro, foram 281,4 mil unidades, alta de 15,7% ante o mesmo mês de 2025.
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Com isso, as vendas acumulam alta de 18,1% no ano, para 2,26 milhões de veículos.
No comércio exterior, as exportações de veículos caíram 24,2% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 39,8 mil unidades.
Já as importações aumentaram 34,9% na mesma comparação, para 57.196 veículos.
Anfavea eleva projeções
A Anfavea revisou para cima as projeções de fechamento de 2026 para a venda e a produção de veículos no Brasil. A expectativa atual é de que o mercado nacional alcance 3,1 milhões de unidades emplacadas no ano.
Com a confirmação da estimativa, o crescimento será de 15,2% em relação a 2025, um índice superior aos 2,7% previstos no início do ano. O patamar de vendas esperado não é atingido desde 2014.
A produção nacional de autoveículos também deve registrar alta e chegar a um volume superior a 2,8 milhões de unidades, o melhor resultado desde 2019.
A projeção de crescimento da fabricação passou para 6,7% na comparação com o ano anterior. Essa taxa já havia sido ajustada de 3,7% para 5,8% em julho.
O resultado anual é impulsionado pelo desempenho registrado no terceiro trimestre.
Linha de montagem na fábrica da GM em São Caetano do Sul (SP)
divulgação/GM
O avanço do mercado interno é liderado pelos segmentos de automóveis e comerciais leves, que possuem expectativa de crescimento de 16,4% no ano. No acumulado de 2026, as vendas de automóveis subiram 22,5%.
O desempenho teve o acréscimo de 84 mil unidades no segmento de entrada, motivado pelo programa Carro Sustentável. O avanço dos veículos eletrificados gerou outras 242 mil unidades vendidas, com os elétricos puros triplicando suas vendas.
Atualmente, os eletrificados representam 20,1% de todos os registros de veículos leves zero quilômetro.
O segmento de veículos pesados segue no sentido oposto e deve encerrar o ano com retração de 6,5%. No mercado externo, as exportações também receberam uma revisão negativa e devem fechar 2026 com queda de 17,7%.
O recuo é reflexo da retração do mercado argentino e da maior presença de veículos chineses nos países da América do Sul. De janeiro a setembro, o Brasil exportou 334 mil unidades, o que representa uma queda acumulada de 23%.
O cenário provocou um déficit expressivo na balança comercial brasileira do setor automotivo. O país registrou o ingresso de 463,9 mil autoveículos no ano, um aumento de 30,4% nas importações.
Os veículos de origem chinesa correspondem a 55% desse total e já ocupam 11,3% de participação no mercado nacional.
Fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador
Malu Vieira/ g1 BA
O presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou que o aquecimento do mercado doméstico impulsiona a produção e a geração de empregos no momento. O executivo alertou, no entanto, para os reflexos da alta das importações e do recuo das exportações.
Calvet explicou que parte da alta na produção ocorre por meio da montagem de veículos totalmente desmontados, importados da China, conhecidos pela sigla SKD, que empregam pouca mão de obra e não utilizam o parque de autopeças nacional.
Das 173 mil unidades adicionais produzidas no país neste ano em relação a 2025, 123 mil são provenientes de montagem SKD e CKD.
Eleições
Calvet acredita que, independentemente do que vai acontecer na eleição, qualquer governo que assumir deve ter uma agenda de ajuste fiscal.
Segundo o executivo, a agenda de ajuste fiscal é necessária para o país. E não importa, diz Calvet, se com mais ou menos ímpeto e velocidade.
“A Anfavea sempre trabalhou com os governos, não importa se são de direita ou se são de esquerda”, disse Calvet.
O presidente da Anfavea também disse que a entidade não se posiciona na corrida eleitoral entre os candidatos a presidente.
* Com informações da Reuters.
Fonte: G1 Read More




