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Entenda o comércio cruzado de frango Brasil x China
Um acordo comercial com a China prevê a suspensão temporária das exportações brasileiras de carne de frango em caso de ocorrência de Doença de Newcastle, como a confirmada no domingo (18) em uma granja de perus em Santa Catarina.
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A informação foi dada nesta segunda-feira (19) pelo presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, em entrevista à Reuters.
Segundo Santin, a suspensão inicial, chamada de “autoembargo”, permite que a China, maior mercado importador de carne de frango do Brasil, defina se a restrição será aplicada a todo o país, ao estado afetado ou apenas à região onde a doença foi identificada.
“Alguns países, como a China, se tiver uma dessas doenças (Newcastle ou gripe aviária), o Brasil precisa suspender as exportações, para ela definir como vai ficar a regionalização (do embargo)”, disse.
De janeiro a setembro, a China respondeu por cerca de 10% das exportações brasileiras de carne de frango, o equivalente a 420 mil toneladas, segundo dados do governo brasileiro.
De acordo com o presidente da ABPA, poucos países têm acordos que preveem esse tipo de suspensão inicial. Para a maioria dos importadores, o bloqueio deve ficar restrito à área do foco da doença, em um raio de 10 quilômetros.
Uma restrição limitada à região afetada reduziria o impacto sobre as exportações brasileiras, já que Santa Catarina responde por pouco mais de 20% dos embarques de carne de frango do país.
Santin afirmou, porém, que ainda é difícil estimar os prejuízos causados pela ocorrência da Doença de Newcastle.
Confira a nota da ABPA na íntegra
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado de Santa Catarina (Sindicarne-SC) informam que acompanham, em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, a ocorrência de Doença de Newcastle em um estabelecimento de produção comercial de perus na cidade de Nova Itaberaba, em Santa Catarina.
Cabe esclarecer: a ocorrência não apresenta manifestação clínica. Ou seja, houve a detecção do vírus, mas não da doença nos animais confinados.
As entidades ressaltam que o Brasil dispõe de um sistema de defesa sanitária estruturado, com protocolos de vigilância, prevenção e resposta a ocorrências dessa natureza, incluindo medidas de contenção e controle sanitário previstas na legislação vigente.
A ABPA, a ACAV e o Sindicarne-SC enfatizam que essa é uma questão de sanidade animal, restrita ao âmbito da produção, e não de segurança dos alimentos. Ou seja: não há qualquer relação ou risco no consumo do produto. Trata-se de uma ocorrência sanitária que demanda medidas no ambiente produtivo.
As entidades reforçam sua confiança na atuação das autoridades sanitárias brasileiras e no compromisso do setor produtivo com a biosseguridade, a transparência e o cumprimento dos protocolos estabelecidos, fundamentais para a preservação da sanidade avícola nacional.
A ABPA, a ACAV e o Sindicarne-SC seguirão acompanhando a situação e apoiando as ações das autoridades competentes.
Comerciantes são obrigados a comprar frango de empresas ligadas a facções.
Fantástico
Fonte: G1 Read More


