
BYD quer dobrar capacidade de produção no Brasil e superar Volkswagen e Chevrolet
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Chevrolet Captiva EV pronto para ser recarregado.
Divulgação / GM
O Ministério de Minas e Energia abriu nesta sexta-feira uma consulta pública para subsidiar um diagnóstico sobre a expansão da infraestrutura nacional de recarga de veículos elétricos, diante do avanço das vendas desses automóveis neste ano, que já superam com folga o registrado em 2025.
A pasta afirmou que busca coletar informações para traçar um panorama da atividade, identificar barreiras legais e regulatórias e formular ajustes normativos e diretrizes para integrar a infraestrutura de recarga às redes de distribuição de energia e aprimorar o planejamento energético.
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Os emplacamentos de veículos leves eletrificados no Brasil somaram 381.609 entre janeiro e setembro deste ano, cerca de 70% acima das vendas registradas em todo o ano de 2025, segundo o ministério, com base em dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
“Em setembro a participação de veículos eletrificados alcançou 19,8% das vendas de veículos leves, ritmo que tem superado as projeções oficiais disponíveis”, disse a pasta, em nota técnica.
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A eletrificação da frota tende a ser uma tendência estrutural, e não conjuntural, apontou o governo. Entre os fatores para o forte crescimento das vendas está a entrada de montadoras estrangeiras, que têm anunciado investimentos em produção e montagem de veículos no país.
A chinesa BYD avança na nacionalização de componentes e iniciou os pedidos de licenças para dobrar, para 600.000 veículos, a capacidade anual de produção de sua fábrica brasileira, segundo reportagem da Reuters publicada nesta sexta-feira.
Outras grandes montadoras instaladas no Brasil, como Stellantis, Volkswagen, Toyota e GWM, têm os veículos elétricos e híbridos como parte importante de seus planos de investimento. Segundo levantamentos do governo brasileiro, esses investimentos somam cerca de R$ 130 bilhões até 2030.
Na infraestrutura de recarga, o país possui atualmente 29.866 pontos públicos e semipúblicos, segundo o ministério, com base em dados da ABVE/Tupi Mobilidade.
A localização dessa infraestrutura, porém, ainda é muito concentrada e condiciona o uso dos veículos elétricos. São Paulo reúne 26,3% dos pontos de recarga do país. O estado e os três da região Sul respondem, juntos, por metade do total (50,7%). No outro extremo, os sete estados da região Norte somam apenas 3,4%.
Em relação à energia necessária para a recarga dos veículos, o governo avalia que a eletromobilidade passará a representar um segmento relevante.
A expectativa é que o consumo de energia para eletromobilidade alcance aproximadamente 15 TWh em 2036, “ordem de grandeza comparável à de outras novas cargas relevantes para a expansão da demanda elétrica considerada no planejamento setorial”.
Além do volume de energia consumida, a distribuição dessa demanda no espaço e ao longo do tempo também será um desafio para o setor elétrico brasileiro.
“Em especial, a recarga de veículos elétricos pode provocar concentrações localizadas de demanda em áreas urbanas, condomínios residenciais, garagens corporativas, centros logísticos e corredores rodoviários, com possíveis reflexos sobre os circuitos de distribuição e transformação que os atendem”, aponta a nota técnica.
A consulta pública do ministério ficará aberta para contribuições por 30 dias.
Fonte: G1 Read More


