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12/04/2024 Na véspera, a moeda norte-americana avançou 0,25%, cotada em R$ 5,0900, renovando o maior patamar em seis meses. Já o principal índice acionário da bolsa brasileira encerrou em queda de 0,51%, aos 127.396 pontos. Cédulas de dólar
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O dólar tem mais um dia de alta nesta sexta-feira (12) e passou a operar acima dos R$ 5,10, em meio às expectativas por novos sinais sobre os juros norte-americanos.
A cautela com a política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) vem após o país reportar novas altas na inflação ao produtor e ao consumidor. Com isso, a participação de dirigentes da instituição em eventos ao longo do dia também deve ficar sob os holofotes.
O início da temporada de balanços corporativos nos EUA também fica no radar.
Por aqui, as atenções ficam direcionadas para os dados de serviços de fevereiro e para a reunião trimestral do Banco Central do Brasil (BC) com economistas.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera com volatilidade, oscilando entre altas e baixas.
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Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Às 10h57, o dólar subia 0,80%, cotado em R$ 5,1307. Na máxima, já alcançou os R$ 5,1343. Veja mais cotações.
Na véspera, a moeda norte-americana avançou 0,25%, cotada em R$ 5,090.
Com o resultado, acumula altas de:
0,50% na semana;
1,49% no mês; e
4,89% no ano.
Ibovespa
No mesmo horário, o Ibovespa opera em alta de 0,01%, aos 127.411 pontos.
Na quinta-feira, encerrou em queda de 0,51%, aos 127.396 pontos.
Com o resultado, acumula:
alta de 0,48% na semana;
queda de 0,55% no mês; e
recuo de 5,06% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
A agenda recheada de indicadores de preços movimentou os mercados ao longo desta semana. Os principais destaques ficaram com os índices de inflação ao produtor e ao consumidor dos Estados Unidos.
Ontem, por exemplo, o índice de preços ao produtor norte-americano, divulgado pelo Departamento do Trabalho dos EUA, registrou um aumento de 0,2% em março, após uma alta de 0,6% em fevereiro. o número veio ligeiramente abaixo do esperado por economistas consultados pela Reuters, que previam um avanço de 0,3%.
Além disso, outro ponto de atenção desta semana ficou com o índice de preços ao consumidor norte-americano (CPI, na sigla em inglês), que acelerou e chegou a 3,5% em março, contra 3,2% registrados em fevereiro e acima das expectativas de mercado.
Os números aumentam os temores de que o Fed pode demorar mais a iniciar o ciclo de corte de juros no país. O banco central dos EUA tem uma meta de inflação de 2% e, após o crescimento de empregos mais forte do que o esperado em março, bem como a queda da taxa de desemprego de 3,9% em fevereiro para 3,8%, alguns economistas adiaram as expectativas de corte dos juros para julho.
Depois dos indicadores, os mercados financeiros viam uma probabilidade de aproximadamente 84,8% de o Fed manter os juros em sua reunião de política monetária de 11 e 12 de junho, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.
Corroborando esse cenário, as autoridades do Fed continuam a se mostrar preocupadas com a possibilidade de que o processo de controle da inflação tenha se estagnado e que seja necessário um período mais longo de política monetária restritiva para controlar o ritmo dos aumentos de preços.
“De modo geral, os participantes destacaram sua incerteza quanto à persistência da inflação elevada e expressaram a opinião de que dados recentes não haviam aumentado sua confiança de que a inflação esteja se movendo de forma sustentável para 2%”, disse a ata da última reunião do Fed, também divulgada na última quarta-feira.
As autoridades do Fed estão debatendo se o maior risco é que a política monetária permaneça muito apertada por muito tempo ou que o corte de juros aconteça muito cedo e não consiga fazer com que a inflação retorne à sua meta de 2%.
Ainda no exterior, o início da temporada de resultados corporativos nos Estados Unidos também fica no radar.
Na Europa, as indicações de que o Banco Central Europeu (BCE) deve iniciar o ciclo de cortes de juros em breve segue na mira dos investidores. Além disso, o mercado ainda repercute dados de atividade do Reino Unido e da China.
Já no Brasil, o noticiário corporativo envolvendo a Petrobras continua sob os holofotes, após um juiz federal de São Paulo decidir suspender do cargo o presidente do conselho de administração da estatal, Pietro Mendes, na véspera.
Segundo o Blog do Valdo Cruz, a decisão do magistrado acolheu uma ação movida pelo deputado estadual Leonardo Siqueira Lima (Novo-SP), pro entender que há conflito de interesses no fato de Mendes ocupar o cargo no conselho, uma vez que ele também é secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia.
Em nota, a Petrobras informou que vai recorrer da decisão.
O atual cenário da petroleira vem menos de uma semana após os rumores de que o presidente da estatal, Jean Paul Prates, poderia ser demitido da companhia e substituído pelo atual presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Apesar das especulações, no entanto, o Blog da Julia Duailibi indicou que a permanência de Prates no comando da estatal ganhou força após duas reuniões feitas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Além disso, os debates sobre uma eventual redução do preço da energia elétrica também seguem no radar, após Lula ter pedido, na última quarta-feira, a apresentação de um novo programa energético ainda este ano para reduzir de forma estrutural o preço das tarifas de energia, segundo apurado pelo g1.
O presidente chegou a se reunir com representantes do setor elétrico, do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Casa Civil. Na pauta: a redução das tarifas. Como resultado da reunião, o MME ficou responsável por liderar um grupo de trabalho para elaborar uma proposta estrutural para o setor até o fim de 2024.
Entre os indicadores da semana, o destaque ficou com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado na quarta-feira. A inflação oficial do país mostrou que os preços subiram 0,16% em março, abaixo das expectativas do mercado financeiro.
O maior impacto do mês veio novamente do grupo Alimentação e bebidas, com alta de 0,53% e peso de 0,11 ponto percentual (p.p.) no índice geral. Mas é uma variação mensal menor que fevereiro, quando os preços do grupo haviam subido 0,93%.
Para o mercado financeiro, a inflação veio bem abaixo da projeção, mas ainda não afasta a preocupação com a inflação de serviços. Os serviços subjacentes, um núcleo focado em serviços e que exclui itens mais voláteis, teve alta levemente mais forte que o mês anterior, de 0,44% para 0,45%.
“O ponto de preocupação continua sendo os serviços subjacentes, que, ao se manterem praticamente estáveis, continuam em um patamar incompatível com as metas de inflação – e deverão continuar justificando a cautela do Banco Central”, diz Helena Veronese, economista-chefe da B. Side.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Fonte: G1 Read More